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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"A flor e o mal"

 


“Plínio Marcos, a flor e o mal”, Editora Firmo, 1994

Em 1968, o Teatro de Arena de São Paulo, sob a direção de Augusto Boal, criou a Primeira Feira Paulista de Opinião. O objetivo era apresentar pequenos textos, reunidos em um único espetáculo, no qual retratassem a realidade brasileira.

Plínio Marcos escreveu uma pequena peça para esse evento, Verde que te quero verde, uma anedota em que o autor maldito se vinga da truculência da censura que o perseguiu. O texto é uma pequena obra-prima, no melhor estilo de Plínio: frases curtas, situação dramática atomizada, diálogos teatralmente eficientes. Em poucas falas, como são as suas melhores peças, Plínio levanta e condensa uma situação.

No caso em questão, está um censor em cena, o Chefe. Batem à porta:

“CHEFE – Quem é?
SUBCHEFE – (de fora) Eu!
CHEFE – Avança a senha!
SUBCHEFE – Deus, Pátria e Família!”
O Chefe, aliviado, diz a rubrica, manda que o outro entre. Mas o Subchefe cobra a contra-senha que não foi dita. Em pouquíssimo tempo Plínio ridiculariza a moral dos censores, cuja senha se tornou, durante todo o período da ditadura militar, uma espécie de panteão da moralidade e do conservadorismo político. A contra-senha de “Deus, Pátria e Família” é flatulência.
Os censores, os guardiães da moralidade e dos bons costumes, os que proíbem os palavrões das peças, eles próprios, quando falam, dizem apenas e tão-somente palavrões. Eis um bom momento em que os dois censores comentam o assunto:
“CHEFE – Desde que a peça desse moleque [o próprio autor, numa auto-referência] entrou censura que perdi o sono.
SUBCHEFE – Não perca o sono, tome Nebrutal.
CHEFE – Os cambaus! Digo, não gosto de tomar droga. Você vê como temos razão de proibir peças com palavrão. Até eu, que sou um homem de formação religiosa, me deixo influenciar, às vezes.
SUBCHEFE – Ora, o senhor não faz mais do que citar um autor.
CHEFE – É verdade. A merda é que nunca cito Shakespeare.”
A peça conclui com a morte de um outro censor que chega e esquece a senha. É fuzilado pelos que já estão em cena. Plínio demonstra em poucas linhas que todo o discurso moralizador e patriótico não passa de hipocrisia. Ao mesmo tempo, ridiculariza as reuniões que as esquerdas faziam nos teatros.
O censor morto traz uma fita gravada de uma dessas assembléias. Eis o trecho final da peça:
“1ª VOZ – Vamos pôr em votação as duas propostas! A primeira é que se faça uma greve de fome...
OUTRA VOZ – Uma questão de ordem! Uma questão de ordem! Quero acrescentar uma coisa a essa proposta.
1ª VOZ – Então acrescenta logo que a turma já está se mandando pro Gigeto.” [restaurante em São Paulo freqüentado por artistas]
O censor desliga o gravador.
“CHEFE – Ganhamos.
SUBCHEFE – Como sempre! E esse aí?”
Diz em relação ao censor que foi morto.
“CHEFE – Será enterrado com honras de herói.
SUBCHEFE – Enrolado em bandeira?
CHEFE – É. Embrulha ele na bandeira.

Verde que te quero verde, na opinião de Yan Mishalsky, é “uma pequena charge, uma espécie de desenho em quadrinhos transportado para o palco, mas o seu grosso e primitivo humor é de uma devastadora violência.” [Yan Mishalsky, “Arena foi à Feira”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 17/9/1968]

Algumas palavras de Plímio Marcos...



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Confira dicas para organizar os estudos para o Enem 2013 A cem dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Portal EBC promoveu hoje um bate-papo com dicas de preparação para a prova. Os professores Jorge Figueiredo, coordenador pro projeto Plantão Enem, da Secretaria de Educação de Minas Gerais, e Israel Batista, professor de história do curso pré-vestibular Alub, de Brasília, explicaram estratégias de estudo e listaram alguns assuntos que podem estar na prova de 2013. Assista aqui: A principal recomendação dos professores é organizar um calendário de estudos, priorizando as disciplinas e conteúdos que os estudante enfrenta maior dificuldade. “Ele precisa revisar as matérias nas quais ele se considera um bom aluno e se dedicar aos temas que ele tem mais dificuldade. Ele tem que fazer um calendário e definir quanto tempo vai se dedicar a cada matéria, sabendo que o Enem dá muito ênfase ao português e à interpretação de texto, é uma prova inteligente”, explicou o professor Israel. Leia também: Acesse aplicativo Questões Enem para treinar para a prova Confira o Edital do Enem Enem endurece critérios de correção da redação para 2013Atualidades Uma das principais características da prova do Enem é cobrar conteúdos atuais. O professor Jorge lembrou que a prova é uma “caixinha de surpresas”, mas que há grandes chances de que temas como os protestos recentes no Brasil e a reforma política caiam no Enem – inclusive na redação. “Algo que pode estar na prova é a diferença entre o plebiscito e referendo, são irmãos gêmeos que nascem na mesma época histórica, lá na Roma antiga. É preciso rever os principais plebiscitos do Brasil porque as provas não cobram as atualidades de maneira pura, mas verificando se você tem um conhecimento histórico. É um prato cheio para as questões interdisciplinares” http://www.ebc.com.br/educacao/questoesenem

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“O Crítico não conta absolutamente nada . Tudo o que faz é apontar um dedo acusador no momento em que o forte sofre uma queda, ou na hora em que o que está fazendo algo comete um erro. O verdadeiro crédito vai para aquele que está na arena com o rosto sujo de poeira, suor e sangue, lutando com coragem... O verdadeiro crédito vai para aquele que erra, que falha, mas que aos poucos vai acertando, porque não existe esforço sem erro. Ele conhece o grande entusiasmo, a grande devoção e está gastando sua energia em algo que vale a pena. Este é o verdadeiro homem, que na melhor das hipóteses irá cair, mas mesmo em sua queda é grande, porque viveu com coragem, e esteve acima daquelas almas mesquinhas que jamais conheceram vitórias ou derrotas” Fragmentos de um discurso que o presidente americano Theodore Roosevelt pronunciou na Sorbonne de Paris, no dia 23 de abril de 1910.

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