Na atualidade, os educadores
indicam que o ensino tradicional e o modelo clássico da escola não mais
correspondem às exigências da sociedade atual, dinâmica e caracterizada pela
inovação tecnológica: o modelo de currículo organizado em disciplinas dispostas
de modo fragmentado, sem correlação ou nexo entre elas, vem sendo repensado e
tende a ser substituído, para que a escola se aproxime mais da sociedade e que
os alunos se envolvam mais no processo educativo.
É nesses termos que a ideia de trabalho com projetos, na escola, surgido
a partir da "tematização" proposta já no final dos anos 80 do século
XX, como recurso pedagógico da metodologia de ensino sócio construtivista, toma
corpo e se desenvolve a partir de 1990.
Não se trata de uma técnica atraente para atrair a atenção dos alunos: seu objetivo é fazer com que o aluno se envolva intensamente na atividade educativa alvo do projeto proposto. Significa, também, repensar a escola, o currículo, os tempos escolares, a avaliação e os objetivos da educação escolar.
Hernandes (1) e Freire (2) defendem a ideia de que o aluno aprende participando, tomando atitudes diante dos fatos, investigando, construindo novos conceitos e informações, e selecionando os procedimentos apropriados quando diante da necessidade de resolver problemas.
Não se trata de uma técnica atraente para atrair a atenção dos alunos: seu objetivo é fazer com que o aluno se envolva intensamente na atividade educativa alvo do projeto proposto. Significa, também, repensar a escola, o currículo, os tempos escolares, a avaliação e os objetivos da educação escolar.
Hernandes (1) e Freire (2) defendem a ideia de que o aluno aprende participando, tomando atitudes diante dos fatos, investigando, construindo novos conceitos e informações, e selecionando os procedimentos apropriados quando diante da necessidade de resolver problemas.
Ensino curricular (compartimentado)
|
Ensino com projetos de trabalho
|
Enfoque
fragmentado, centrado na transmissão de conteúdos prontos.
|
Enfoque globalizador, centrado na resolução de
problemas significativos.
|
Conhecimento
como acúmulo de fatos e informações isoladas.
|
Conhecimento como instrumento para a compreensão
da realidade e possível intervenção nela.
|
O
professor é o único informante, com o papel de dar as respostas certas e
cobrar sua memorização.
|
O professor intervém no processo de aprendizagem
ao criar situações problematizadoras, introduzir novas informações e dar
condições para que seus alunos avancem em seus esquemas de compreensão da
realidade.
|
O aluno é visto como sujeito dependente, que recebe
passivamente o conteúdo transmitido pelo professor.
|
O aluno é visto como sujeito ativo, que usa sua
experiência e seu conhecimento para resolver problemas.
|
O conteúdo a ser estudado é visto de forma
compartimentada.
|
O conteúdo estudado é visto dentro de um contexto
que lhe dá sentido.
|
Há uma sequência rígida dos conteúdos das
disciplinas, com pouca flexibilidade.
|
A sequenciação é vista em termos de nível de
abordagem e de aprofundamento em relação às possibilidades dos alunos.
|
Baseia-se fundamentalmente em problemas e
atividades dos livros didáticos.
|
Baseia-se fundamentalmente em uma análise global
da realidade.
|
O tempo e o espaço escolares são organizados de
forma rígida e estática.
|
Há flexibilidade no uso do tempo e do espaço
escolares.
|
Propõe receitas e modelos prontos, reforçando a
repetição e o treino.
|
Propõe atividades abertas, permitindo que os
alunos estabeleçam suas próprias estratégias.
|
Bibliografia
(1) - Hernandez, Fernando - Transgressão e Mudança na educação: Os Projetos de Trabalho. Porto Alegre, RS: Ed. ARTMED, 1998.
- Hernandes, Fernando e Ventura, Montserrat - A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho. Porto Alegre, RS: Ed. ARTMED, 1998, 5a. Ed.
(2) - Freire, Paulo - Pedagogia da Autonomia. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes.
(1) - Hernandez, Fernando - Transgressão e Mudança na educação: Os Projetos de Trabalho. Porto Alegre, RS: Ed. ARTMED, 1998.
- Hernandes, Fernando e Ventura, Montserrat - A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho. Porto Alegre, RS: Ed. ARTMED, 1998, 5a. Ed.
(2) - Freire, Paulo - Pedagogia da Autonomia. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes.
